quarta-feira, 27 de março de 2013

Vítimas de Agressão x Álcool

26/03/2013

31,5% das vítimas de violência estavam embriagadas no dia da agressão
Novos dados são do Ministério da Saúde.

 “O uso exagerado de álcool transforma a mulher em uma bomba-relógio”, afirma especialista.




O consumo exagerado de bebidas alcóolicas transforma a mulher em uma bomba-relógio, mais vulnerável à violência, tanto no papel de vítima quanto no de agressora.
 
A afirmação é da psiquiatra Camila Magalhães, diretora do Centro de Informação sobre o Álcool (Cisa) e uma das principais estudiosas da dependência química feminina.
 
 
 
 
Levantamento recente feito pelo Ministério da Saúde traz informações atualizadas sobre esta relação violenta entre o álcool e as pacientes.
 
A avaliação foi feita com 47.455 vítimas de traumas urbanos, atendidas em 71 serviços de urgência do País.
 
Os dados, ainda preliminares, mostraram que, entre as mulheres agredidas que chegaram aos hospitais, 31,5% tinham consumido exageradamente cerveja, vinho, uísque ou qualquer outra dose etílica no dia da agressão.
 
Para os especialistas, constatar que a embriaguez feminina está relacionada ao episódio violento não é culpar a vítima pelos tapas e socos sofridos.
 
“Os dados nos permitem reforçar que ao evitar o uso nocivo de álcool, as mulheres ampliam o alcance da prevenção da saúde”, alerta Camila.
 
“Elas ficam mais protegidas contra os problemas agudos e perigosos, como é o caso da violência, e também evitam as doenças crônicas, desencadeadas pelo uso progressivo da bebida em excesso (problemas no rim, fígado, coração e psicológicos estão na lista).”
 
A ação do álcool
 
O psiquiatra do Hospital São Luiz, Renato Mancini, explica que o álcool desperta o comportamento violento, seja o consumidor homem ou mulher.
 
“Infelizmente, aspectos machistas ainda presentes na nossa cultura e a maior fragilidade física das mulheres contribuem para que elas sejam alvo frequente desse tipo de agressão”, afirma o especialista.
 
Segundo ele, a droga afeta o sistema nervoso central, inicialmente causado efeito de desinibição, seguida posteriormente, por uma sedação.
 
“Quando alcoolizadas, as pessoas têm maior risco de se envolver em brigas nas quais podem se machucar ou machucar outras pessoas”, explica.
 
Além disso, as bebidas alcóolicas também afetam a coordenação motora, os reflexos e o raciocínio: “um prato cheio para fazer com que as pessoas se coloquem em situações de risco”, completa Mancini.
 
Causa e consequência
 
Neste contexto de maior vulnerabilidade feminina, preocupa as autoridades a constatação de que é crescente o uso de drogas pelas mulheres.
 
“O aumento é inegável”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em evento sobre o programa de vigilância da violência da saúde, em fevereiro.
 
“Só para citar um exemplo: no carnaval do ano passado, montamos um projeto-piloto de atendimento a emergências no carnaval de Salvador. Entre os embriagados que precisaram de cuidados, 70% eram homens e 30% mulheres”, contou Padilha.
 
“No Carnaval deste ano, repetimos a experiência. Não existiu diferença de gêneros nos atendimentos. Metade era do sexo masculino e a outra do sexo feminino.”
 
Além dos fatores culturais como o machismo, o organismo das mulheres também contribui para colocá-las no alvo. O corpo feminino é mais fraco para a bebida e os estudiosos já detectaram que até a estrutura hormonal facilita a dependência química.
 
A psiquiatra Camila Magalhães explica que o uso descontrolado de álcool pode ser causa ou consequência da mulher que já está em um relacionamento – afetivo ou familiar – problemático.
 
“Ela pode ter a motivação para beber porque já está inserida em uma situação estressante e tem a falsa ideia de que a bebida vai aliviar isso”, explica.
 
“Mas também pode acontecer dela beber exageradamente e então apresentar um comportamento não aprovado pelo companheiro, dizer coisas que não diria e ficar violenta, mais vulnerável à agressão.”
 
Nos dois casos, explica a especialista, o álcool não é o responsável exclusivo pela violência, mas um potencializador de situações já conflituosas. “O álcool transforma as mulheres em bomba-relógio”, define.
 
Fonte: IG - http://www.abead.com.br/noticias/exibNoticia/?cod=830

segunda-feira, 25 de março de 2013

Notícias da ABEAD


19/03/2013

Como falar sobre drogas com os filhos

A partir dos 7 anos os pais podem introduzir o assunto



Muitos pais sentem dificuldade em falar com os filhos sobre drogas e a falta de diálogo pode ser prejudicial ao desenvolvimento ético e psicológica da criança. Crianças a partir de 7 anos normalmente já possuem amadurecimento intelectual suficiente para conversar sobre o assunto, mas é importante que os pais estejam bem informados sobre o assunto.
 
Dr. MarceloReibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, explica que o exemplo é o primeiro passo para o sucesso na formação da criança. “A influência dos pais desde cedo pode poupar o filho de experiências negativas associadas ao uso de drogas e pode até mesmo salvar a sua vida. Fazer uso de drogas, mesmo que cigarro ou álcool pode despertar o interesse da criança, entre outros malefícios”.
 
Uma das principais dificuldades dos pais está no diálogo. Ainda de acordo com o pediatra, antes da conversa os pais precisam se educar, se inteirar sobre as drogas mais comuns, os efeitos no cérebro e no corpo, os sintomas que provocam, as gírias e como são utilizadas.
 
“É importante lembrar os filhos que o perigo não está somente no uso constante de álcool e drogas. O ocasional também pode trazer consequências, como perder uma prova ou trabalhos escolares. Os conceitos de responsabilidade e a orientação para lidar com situações complicadas também ajudam no desenvolvimento ético do adolescente ou da criança e os afasta das más companhias e escolhas”, alerta o especialista.
 
Para Reibscheid, quando os pais agem pautados por essas instruções, aprendem a usar melhor sua força, seu amor e sua preocupação para ajudar o filho a se situar bem no mundo, promovendo seu bem-estar e o mantendo distante das drogas.

Fonte: Brasileiros Humanitários em Ação

Nominata Gestão 2103/2015

CONSELHEIROS COMAD-BG 2013-2015



I – Representantes de Entidades Governamentais:

a) Representante da Secretaria Municipal de Habitação e Assistência Social:
Titular: Silvana Romagna
Suplente: Marlise Dobner
b) Representante da Secretaria Municipal da Juventude, Esportes e Lazer:
Titular: João Carlos Cunha Lima
Suplente:  Fátima Merlo
c)Representante da 16ª CRE:
Titular: Simone Menegotto
Suplente: Rosane Aparecida Borge Machado
d)Representante da Polícia Civil:
Titular: Gládis Dall Asta Cainelli 
Suplente:  Stela Maris Luchese
e)Representantes da Secretaria Municipal de Educação:
Titular: Mara Salete Bianchi
Suplente: Edegar fronza
f)Representante da Secretaria Municipal de Saúde:
Titular:  Dr. Deivid Francioni
Suplente: Silvana Coscia
g)Representante da Brigada Militar:
Titular: 1° Sargento Vilmar Luiz Vicinieski                              
Suplente:  1° Sargento Vanderlei Moraz


II - Representantes das Entidades Não Governamentais:

a)Representante da Associação de Assistentes Sociais:
Titular: Maria da Graça Trucolo de Rossi
Suplente:  Cristiane Teresinha Quintana Hoer
b)Representante das Instituições Religiosas:
Titular: Gerson André Brum Machado
Suplente:  Elizabete Tusset
c)Representante das Instituições de Ensino Privado:
Titular:  Fernando Ben
Suplente:  Pedro Rafael Della Corte da Rosa
d)Representante das Entidades Prestadoras de Serviços na prevenção ou tratamento ao combate as drogas:
Titular: Laércio Pompermayer
Suplente: Daniela Bandeira Machado
e)Representante da Associação dos Psicólogos:
Titular: Adriana Baccin Lazzarotto
Suplente: Roberto Luiz Bonfanti
g)Representante da Associação Vida Livre
Titular:  Armando Piletti
Suplente:  Clóvis Werner Rodrigues de Souza


Nova Gestão do COMAD-BG 2013/2015

Na última sexta-feira, dia 22 de março de 2013, foi eleito na 1° Reunião Ordinária do COMAD-BG o Núcleo Gestor do COMAD de Bento Gonçalves para o biênio 2013/2015.

Na ocasião, a única chapa que se apresentou foi a do atual Núcleo Gestor, com a seguinte formulação:

Presidente: Adriana Baccin Lazzarotto
Vice-Presidente: Laércio Pompermayer
1° Secretária: Gládis Dall Asta Cainelli
2° Secretário: Gerson André Brum Machado

A qual foi eleita por maioria dos presentes,   para recondução do Conselho por mais um biênio. Houve troca dos secretários, 1° e 2°, entre os mesmos.

Rua Treze de Maio, 316 - subsolo - Bairro Centro - Bento Gonçalves - (RS) - cep 95700-000
fone: +555430520705 e-mail: saude.comad@bentogoncalves.rs.gov.br


Documento Yahoo! - Negociando com traficantes de crack

A advogada Flávia Pinheiro Froes luta para tentar resolver o problema do CRACK no  Rio e Janeiro negociando diretamente com os traficantes alegando a destruição que a droga causa às comunidades.

Assista o vídeo:   Video do Yahoo sobre CRACK 

LINKS DA PÁGINA DA ABEAD: Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas


LINKS


Adolescência


Base de Dados em Saúde


Bibliotecas Virtuais


Centros de Informação e Pesquisa Nacionais


Centros de Informação e Pesquisa Internacionais 


Departamento de Saúde - U.S.


DST/AIDS


Educação e Prevenção


Instituições de Auto-Ajuda e de Saúde


Organismos Internacionais


Organismos Nacionais


Políticas de Drogas


Redução de Danos


Saúde Mental

Uso de drogas ilícitas aumenta entre pessoas com mais de 50 anos

Por Emily Sohn


Cocaína, heroína, anfetaminas e outra drogas são, de modo estereotipado, vícios de adolescentes e jovens adultos que fazem escolhas equivocadas. No entanto, o uso de drogas ilícitas está se tornando cada vez mais comum entre as gerações mais velhas - ao menos, na Inglaterra.

Um novo estudo do King's College de Londres com milhares de britânicos descobriu que, em menos de uma década, o número de pessoas entre 50 e 64 anos que usaram maconha recentemente aumentou dez vezes. Entre as pessoas entre 65 e 74 anos, o número de usuários da droga dobrou em 2007 em relação ao ano 2000.

Quando os pesquisadores analisaram o uso ao longo da vida, também descobriram que o uso de anfetaminas, cocaína e LSD de 1993 a 2007, entre os 50 e 64 anos, também aumentou dez vezes.

A cannabis foi, de longe, a droga mais consumida por pessoas mais idosas. No grupo de 50 a 64 anos, 2% afirmaram ter usado a droga no ano passado, e no grupo acima de 65 anos, 0,4% o fizeram. A frequência é maior em Londres, onde 9% dos britânicos entre 50 e 64 anos afirmaram ter usado maconha e outras drogas no ano anterior, enquanto 42% o fizeram em algum momento da vida.

As porcentagens totais são significativamente baixas, mas segundo os pesquisadores, a quantidade de idosos usando drogas é suficiente para chamar a atenção dos médicos sobre os efeitos das drogas ilícitas na saúde de pacientes nesta faixa etária.

“Nossos dados sugerem que uma grande quantidade de pessoas está entrando na velhice sem que saibamos o bastante sobre os efeitos das drogas sobre a saúde, e portanto, elas se beneficiariam de um monitoramento contínuo”, escreveu a equipe de pesquisadores no periódico Age and Ageing.

“A mensagem central deste estudo confirma um fato do qual há muito suspeitávamos, mas que nunca havia sido formalmente estudado no Reino Unido”, afirmou Robert Stewart, um dos autores do estudo, em um comunicado à imprensa. “O uso de drogas ilícitas será mais comum entre as gerações mais velhas nas próximas duas décadas. Como sabemos muito pouco sobre os efeitos de drogas como a maconha em pessoas idosas, precisaremos trabalhar rápido para que as pesquisas acompanhem o aumento do uso nestas faixas etárias”.


Fonte: http://discoverybrasil.uol.com.br/web/submundo/noticias/pessoas/